O evento destinado pela prefeitura de Paulínia para a realização, em novembro, do festival de música que prega a sustentabilidade, o SWU, fica a poucos quilometros da maior refinaria de petróleo do país, de onde saem diariamente cerca de 1.500 caminhões carregados de combustíveis.
A cidade que mantém um pólo petroquímico registroiu ao longo dos anos vários acidentes ambientais. Bem de onde vai ser realizado o evento eco-musical havia um barracão que servia de depósito para barris carregados de ascarel, como denunciou exclusivamente o jornalismo da TVB.
O óleo tóxico usado em transformadores estava mal armazenado num local vizinho de um prédido que seria utilizada para uma creche. O mesmo produto foi responsável pela contaminação do solo do bairro Recanto dos Pássaros e que provocou cancer em ex-trabalhadores da Basf e da Shell e pessoas que tinham casa no local.
Agora, a cidade, com uma administração que descuida das questões ambientais, quer demolir uma conhca acústica que custou R$ 3 milhões. Uma empresa foi contratada por R$ 350 mil para derrubar a obra construída e usada para eventos musicais há 16 anos. O principal motivo da destruição é que a concha acústica fica entre dois palcos do evento. Saiba mais detalhes na reportagem de Luiz Crescenzo.
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